segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O Álbum Branco dos Beatles completa 50 anos - faixa Long, Long, Long

"Long, Long, Long" é uma canção dos Beatles composta por George Harrison, e lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. É uma das várias canções ambíguas de George, que pode ter sido escrito tanto para sua amada quanto para Deus. George mais tarde afirmou que a canção era sobre Deus.
Origem
O critico Richie Unterberger, escreveu que "Long, Long, Long" é uma das canções mais serenas da ampla discografia dos Beatles. É uma canção relativamente calma especialmente comparada com a canção precedente, “Helter Skelter.”
De acordo com Harrison em sua autobiografia, “I Me Mine” de 1980: “O ‘você’ de ‘Long, Long, Long’ é Deus. Eu posso trazer os méritos para mim exceto pelos acordes, que eu acho que tirei de ‘Sad Eyed Lady Of The Lowlands’ (do disco ‘Blonde on Blonde’ de Bob Dylan) – Ré para mi menor, lá e ré – Esses 3 acordes e o jeito que eles fluem.”
É uma das canções mais sutis e delicadas dos Beatles, uma valsa silenciosa que chega a ser quase hipnótica, como uma canção de ninar, quebrada apenas pelo lamento de Harrison em “many tears I was wasting.” 
Letra
A canção pode ser confundida como uma canção feita para uma amada, mas na verdade é Harrison descobrindo a comunhão com Deus. Na letra ele mostra toda sua devoção dizendo “Que se passou um longo tempo, e se pergunta como ele pode ter perdido (Deus) quando ele O amou tanto."
Depois ele diz que se sente feliz em ter achado e no momento épico da canção ele se lamente cantando “Que muitas lágrimas ele procurou e muitas lágrimas ele desperdiçou mas agora ele consegue ver Deus e se pergunta como pôde ter substituído.”

Gravação Com o título de trabalho “It's Been A Long Long Long Time,” foi iniciado em 7 de outubro de 1968 no Abbey Road Studios. Apenas John Lennon não participou da canção e foram feitos 67 takes com Harrison no violão e vocais, McCartney tocando um órgão Hammond e Ringo na bateria.
O final da canção foi fruto de um acidente que o co-produtor Chris Thomas mais tarde comentou
“Há um som ao final que consistiu em uma garrafa de Blue Nun escorregando do topo do amplificador do órgão. Apenas aconteceu. Quando Paul atingia certas notas do órgão, a garrafa vibrava. Achamos aquilo tão bom que colocamos os microfones para cima e fizemos de novo. Os Beatles sempre tiravam vantagens dos acidentes.”
Ringo Starr gravou o frenético som de bateria e Harrison o sussurro fantasmagórico para compor o efeito final. A canção termina com um brutal Sol em 11° menor executado na Gibson J-200 de Harrison.
As gravações continuaram no dia seguinte, 8 de outubro, com violões, vocal e baixo adicional. As gravações foram completadas em 9 de outubro com os vocais de apoio de McCartney e o piano executado por Chris Thomas.

Colaboração: Eric Bourgouin o correspondente na estrada do Canadá

source: Wikipedia

domingo, 16 de dezembro de 2018

Contrato que oficialmente separou os Beatles vai à venda na Sotheby’s

Uma cópia do contrato que finalmente separou os Beatles deve ser vendida por US $ 50 mil quando atingir o bloco na próxima semana da Sotheby's.
O contrato, assinado pelos quatro membros da banda em 1974, dissolveu oficialmente o negócio da Apple Corps e quebrou os últimos laços legais que os uniam.
O documento histórico será oferecido com uma estimativa de US $ 30.000 a US $ 50.000 na venda on-line da Sotheby's de Fine Books and Manuscripts, que será concluída em 17 de dezembro.
Os Beatles haviam deixado de ser uma banda em funcionamento em 1969, após anos de crescente animosidade e diferenças criativas.
Lennon disse à banda que estava saindo em setembro de 1969, mas não foi até abril de 1970, quando McCartney anunciou que estava saindo, que a notícia foi divulgada.
No entanto, os quatro Fab ainda estavam ligados por seus inúmeros interesses comerciais, o que levaria outros quatro anos de litígio para desvendar.
O contrato de 1974 foi o prego final no caixão do grupo, pois concordaram em dividir seus ganhos e se livrar da empresa que haviam fundado juntos em janeiro de 1968
A reunião foi marcada para 19 de dezembro de 1974 no Plaza Hotel, em Manhattan, onde a banda ficou durante sua primeira viagem aos Estados Unidos.

Paul McCartney e George Harrison voaram para Nova York, e Ringo falou com eles por telefone de sua casa na Inglaterra, já tendo assinado os papéis.
Mas apesar de viver a curta distância, Lennon se recusou a encontrar seus ex-companheiros de banda no hotel para assinar o contrato, supostamente alegando que "as estrelas não estão certas" - mas ele estava simplesmente adiando o inevitável.
Dez dias depois, enquanto estava de férias na Disneyworld com seu filho Julian e sua então parceira May Pang, um advogado finalmente alcançou-o e entregou-lhe o documento decisivo.
Mais tarde, Pang lembrou o momento em que Lennon assinou o contrato:
“A amizade ainda estava lá. Eles eram irmãos. Não houve animosidade. E mesmo que todos eles sentissem que tinham que se separar para chegar ao próximo nível de suas carreiras musicais, John tinha começado essa banda que mudou o mundo ... Então, quando ele se sentou para assinar, ele sabia que era isso. Sua foi a última assinatura. Como ele havia começado o grupo, ele foi o único a acabar com isso.
Tendo começado em uma festa na igreja em Liverpool em 6 de julho de 1957, a história dos Beatles terminou em 29 de dezembro em um quarto de hotel no Disney's Polynesian Village Resort.

Paul McCartney fez um incrível show de três horas em Glasgow

photos by CALUM BUCHAN
Os fãs escoceses estavam longe de se decepcionar quando Paul subiu ao palco do SSE Hydro em Glasgow na Escócia - seu setlist de quase 40 músicas incluiu faixas do Wings, The Quarrymen, The Beatles e sua carreira solo.
O músico de 76 anos subiu ao palco com um set de três horas - cheio de sucessos que duraram sua carreira de décadas.
photos by CALUM BUCHAN
O cantor começou a festa com A Hard Day's Night.
McCartney deu início à turnê britânica de Freshen Up na cidade natal Liverpool, no início desta semana, com críticas estelares.
Ele disse: "É ótimo para mim estar de volta e vamos nos divertir um pouco aqui esta noite".
 photos by CALUM BUCHAN
O cantor teve a multidão na palma da mão desde a sua primeira nota.
E enquanto os mais famosos de seus sucessos - From Me To You e Band On The Run, para citar alguns - não deixavam a platéia, os apostadores não se cansavam de suas faixas mais recentes.
Fuh You viu a Hydro cantando e socando o ar.
Esse foi o set list:
1. A Hard Day's Night
2. Junior's Farm
3. Can't Buy Me Love
4. Letting Go
5. Who Cares
6. Got to Get You Into My Life
7. Come On to Me
8. Let Me Roll It
9. I've Got a Feeling
10. Let 'Em In
11. My Valentine
12. Nineteen Hundred and Eighty-Five
13. Maybe I'm Amazed
14. We Can Work It Out
15. In Spite of All the Danger
16. From Me to You
17. Dance Tonight
18. Love Me Do
19. Blackbird
20. Here Today
21. Queenie Eye
22. Lady Madonna
23. Eleanor Rigby
24. Fuh You
25. Being for the Benefit of Mr. Kite!
26. Something
27. Ob-La-Di, Ob-La-Da
28. Band on the Run
29. Back in the U.S.S.R.
30. Let It Be
31. Live and Let Die
32. Hey Jude
33. Birthday
34. Wonderful Christmastime
35. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)
36. Helter Skelter
37. Golden Slumbers
38. Carry That Weight
39. The End

Próximo show será dia 16 dezembro em Londres para fechar o ano...

source: The Sun

O Álbum Branco dos Beatles completa 50 anos - faixa Helter Skelter

"Helter Skelter" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. É considerada por muitos como a primeira música de Hard rock/Heavy metal da história
Origem
Paul estava na Escócia, lendo uma edição de 1967 da Melody Maker, revista especializada em música, quando leu uma entrevista do guitarrista Pete Townshend, dizendo que o último single "I Can See For Miles," era a canção mais alta, suja e barulhenta que o The Who já tinha feito. Porém quando Paul foi ouvi-la, ele percebeu que não era tão barulhento assim. Ele julgou sendo um "barulho organizado," e tratou de compor essa canção tentando fazer a sua própria ópera barulhenta e suja. 
Helter skelter é o nome de um brinquedo britânico muito popular, que consiste em um tobogã em formato de espiral. Paul fala sobre no livro "Many Years From Now" de Barry Miles: "Eu usei o símbolo do brinquedo helter skelter como uma ida do topo para o fundo – a ascensão e queda do Império Romano – e esta era a queda, a decadência, a ida para o fundo. Você pode pensar que é um título bonitinho, mas é tido como referência, desde quando Manson tomou como um hino, quanto as versões que as bandas punks faziam por ser um rock sujo."
Além disso, o termo helter skelter pode significar também confusão, algazarra, desorganização. 
Letra
A letra sem muito sentido fala sobre o brinquedo: "Quando eu chego ao chão, eu volto para o topo do escorregador, onde eu paro, me viro e saio para outra volta até que eu volte ao chão e te veja novamente."
Em alguns trechos ele parece estar falando sobre uma garota de programa: "Você não quer que eu te ame? Estou descendo rápido, mas estou a milhas de você/ Vamos me diga a resposta/Você pode ser uma amante, mas você não é uma dançarina."
Nos Estados Unidos, o termo "helter skelter" é muito conhecido. Charles Manson dizia que a música "Helter Skelter" continha profecias de uma apocalíptica guerra racial.
No projeto "The Beatles Anthology" Paul disse: "Manson nos interpretou como ‘os quatro cavaleiros do Apocalipse.’ Eu ainda não entendo qual foi a jogada; é sobre a Bíblia, Revelação – Eu não li então eu não sei. Mas ele interpretou a coisa toda. Nós éramos os cavaleiros, Helter Skelter era a mensagem, e ele achou que podia sair e matar todos por aí." 
Entre os dias 9 de agosto e 10 de agosto de 1969, a "família Manson" cometeu duas chacinas em Hollywood e escreveu nas paredes "Helter Skelter" com o sangue das vítimas. Durante o julgamento de seus crimes, em novembro de 1970, Manson explicou sua interpretação de "Helter Skelter" na corte: "Helter Skelter significa confusão. Literalmente. Não significa Guerra com ninguém. Não significa que eles irão matar outras pessoas. Apenas significa o que significa. Helter Skelter é confusão. Confusão está vindo rápido. Se você não vê que a confusão está vindo rápido, chame do que quiser. Não é minha conspiração, não é minha música. Eu escuto o que relato. Ela diz, ‘Apareça!’ ela diz, ‘Mate!’ Porque me culpar? Eu não escrevi a música. Eu não fui a pessoa que projetou isso na consciência das pessoas."
John disse em entrevista a Rolling Stone em 1970: "Costumávamos tirar sarro disso ou daquilo, de uma maneira não ofensiva, do que um intelectual via na gente ou um símbolo da geração jovem veria algo nisso…" E sobre a canção, "… Mas eu não sei o que ‘Helter Skelter’ significava, pra mim era só barulho." 
Gravação
Os Beatles gravaram a canção em múltiplas sessões. Durante 18 de julho, a versão da canção durou 27:11, apesar dessa versão ser lenta e hipnótica, diferenciando muito da força da canção original. Outra versão de 4:37 foi editada para o Anthology 3, que originalmente era 20 minutos mais longa. Em 9 de setembro, após a volta de Ringo as baquetas (ver "Back in the U.S.S.R." e "Dear Prudence"), foram feitos 8 takes de 5 minutos aproximadamente e o último é a base do LP original.
Eles gravaram longas versões de "Helter Skelter" com um eco produzido por fita. Os ecos normalmente poderiam ser adicionados por mixagem, mas nesse caso não poderia ser mais alterado pois estava sendo ao vivo. O problema era que a máquina gravava apenas 15 minutos por fita, e não dava para deixar mais tempo reproduzindo. Então no meio da música eles decidiram voltar a fita e reproduzi-la sem precisar parar de tocar, o que reproduz um som peculiar no trecho em que Paul improvisa uma base vocal na marca de 02:45.
Paul no livro "Many Years From Now" de Barry Miles: "Tínhamos os engenheiros e George Martin tentando fazer o som da bateria parecer mais alto que pudesse. Então a gente tocava e dizíamos, ‘não, ainda parece limpo, tem que ficar mais alto e sujo.’ Tentamos tudo que podíamos para sujar o som, então Ringo tocou o mais forte e feroz que podia. Trabalhamos muito duro naquela canção."
Após o 18° take, Ringo Starr que já não agüentava mais tocar a bateria de maneira selvagem, atirou as baquetas no chão e gritou ferozmente: "I've got blisters on my fingers!" ou "Eu estou com bolhas no dedos!" Os Beatles incluíram a fala no final da música na versão estéreo. A canção acaba e recomeça várias vezes porém após as três pancadas finais no chimbal pode se ouvir o grito de Ringo e razoavelmente Lennon dizendo "How’s that?" ou "O que foi isso?" antes do último acorde.  
Segundo Ringo no "The Beatles Anthology": "Helter Skelter foi uma faixa que fizemos completamente loucos e histéricos no estúdio. Às vezes é preciso dar uma sacudida nos ensaios e aquela música, – com o baixo de Paul e minha bateria – Paul começou a berrar e gritar, o que acabou ganhando mais espaço."

Colaboração: Eric Bourgouin o correspondente na estrada do Canadá

source: Wikipedia

sábado, 15 de dezembro de 2018

O Álbum Branco dos Beatles completa 50 anos - faixa Sexy Sadie

"Sexy Sadie" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada a dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. É uma canção inspirada na suposta traição do guru Maharishi Mahesh Yogi para John Lennon.
Origem
Os Beatles deixaram Rishkesh antes do previsto, com Paul McCartney e Ringo Starr indo primeiro e John Lennon e George Harrison partindo juntos dias depois.
De acordo com os relatos, Lennon teria partido após ouvir rumores de que o guru Maharishi teria dado uma cantada em Mia Farrow, atriz que estava junto ao grupo e, além disso, que ele mantinha relações sexuais com suas discípulas. Mia disse em entrevista anos depois que pode ser que ele tenha se insinuado, como ela também poderia ter interpretado mal o abraço de um homem santo. A meditação pregava que eles eram “homens acima do sexo.” 
Após a partida de Paul e Ringo, um “amigo” que Lennon conheceu na Grécia chamado Alexis Mardas vulgo “Magic Alex," apareceu em Rishkesh e ficou completamente enciumado com a influência que o guru exercia sobre eles principalmente sobre John e espalhou esses boatos maldosos sobre Maharishi. Lennon queria tirar satisfações com o guru, porém Alex sabiamente impediu com palavras venenosas que isso acontecesse. Alguns rumores apontam que ele fez isso após Lennon revelar que os Beatles iriam desviar uma fatia de seus lucros para o Ashram de Maharishi. Segundo Paul: “Foi Magic Alex quem fez as primeiras acusações, o que eu acho que foram completamente falsas.” 
Ao deixar o retiro, John completamente frustrado, começou a cantarolar alguns versos de uma canção que vinha bolando durante a maçante viagem rumo à Nova Delhi: “Maharishi, what have you done?” (Maharishi, o que você fez?) George entendia de onde vinha aquele sentimento, porém, disse “que seria ridículo difamar o nome do guru em praça pública, era uma coisa inapropriada e ele não queria seu nome relacionado a aquilo.” Então sugeriu um nome fictício: “Que tal Sexy Sadie?” Após isso, George foi para Madras, no sul da Índia com sua esposa e Lennon voltou para a Inglaterra a fim de trabalhar na canção.
Letra 
Lennon disse uma vez sobre a canção: “Aquilo foi inspirado em Maharishi. Eu a escrevi com as malas prontas para sair de lá. Foi a última coisa que escrevi na Índia. Eu apenas o chamei de ‘Sexy Sadie,’ ao invés de cantar “Maharishi, what have you done, you made a fool...” (Maharishi, o que você fez, você fez de bobo...) Eu apenas estava usando a situação pra escrever uma canção, friamente calculada, no entanto, expressando o que eu sentia. Eu estava deixando Maharishi com um gosto amargo. Sabe, parece que as coisas pra mim são sempre não tão legais quanto eu gostaria que fosse.” 
Na letra Lennon fala explicitamente sobre seu desapontamento, dizendo “Sexy Sadie, o que você fez? Você fez todo mundo de bobo, você quebrou as regras, o mundo estava apenas esperando por você.”
E questiona: “O quanto grande você acha que é?”
Segundo Paul McCartney no livro “Many Years From Now” de Barry Miles 
“Foi um grande escândalo. Maharishi tentou sair com uma das garotas. Eu disse, ‘Diga-me o que aconteceu?’ John disse, ‘Lembra daquela Americana loira de cabelo curto?’ Referindo se a Mia Farrow, eu disse, ‘Sim, e daí?’ John disse, ‘Então, Maharishi tentou pegar ela’ Então eu disse, ‘Sim, e o que tem de errado nisso?’ Ele disse, ‘Bem, você sabe, ele é apenas um velho tarado igual a qualquer um, porque iríamos seguir um tipo desses!?’ Eles estavam escandalizados. E eu estava quase chocado como eles; Eu disse, ‘Mas ele nunca disse que ele era Deus. Na verdade, muito pelo contrário, ele disse, ‘Não me tratem com Deus, eu sou apenas um professor de meditação.’ Não havia nenhum trato sobre não tocar em mulheres ali, certo? Não havia votos de castidade envolvidos. Então eu pensei que era apenas uma desculpa para eles deixarem o centro de meditação.”
Gravação 
Os Beatles gravaram uma versão demo de “Sexy Sadie” na casa de George Harrison em Esher em maio de 1968, com outras 22 canções para o “Álbum Branco.”
Embora o título original tenha sido “Maharishi,” nunca foi gravada com esse nome. Durante a primeira sessão de “Sexy Sadie,” em 19 de julho de 1968, Lennon demonstrou para McCartney como foi a concepção original: 
“You little twat/who the fuck do you think you are? /who the fuck do you think you are? /oh, you cunt.” (“Seu safado/ que porra você pensa que é? /que porra você pensa que você é? / Oh, seu tarado.”) 
Os Beatles gastaram muito tempo da sessão de ensaios e gravação de "Sexy Sadie", no Abbey Road Studios e gravaram 21 tapes da canção. De acordo com Lewisohn, variavam de 5 a 8 minutos. O take seis desse dia está presente no disco “Anthology 3” de 1996. Mais lento do que o original e apenas com o órgão, a guitarra, vocais e bateria. O grupo voltou a trabalhá-la em 24 de julho, gravando mais 23 takes. Nenhum desses foi usado, então em 13 de agosto eles fizeram a terceira tentativa. Gravaram 8 takes, na qual se formaram a base das canções. Foi completado em 21 de agosto com Lennon gravando outro vocal e órgão, baixo, tamborim e duas sessões de vocais de apoio foram adicionadas.

Colaboração: Eric Bourgouin o correspondente na estrada do Canadá

source: Wikipedia

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Casa de Paul McCartney em Londres foi assaltada

Paul chegando na festa do Mick Jagger
A casa de 12,6 milhões de dólares de Paul McCartney, em Londres foi assaltada.
"Havia luzes azuis piscando e policiais em todos os lugares - quatro ou cinco carros", um pessoa local disse. "Todas as luzes estavam acesas na casa. A polícia estava por toda parte.
Um porta-voz da Polícia Metropolitana confirmou que os oficiais responderam a um arrombamento às 18h20 da última sexta-feira. "Participamos e identificamos sinais de entrada forçada".
Paul, 76 anos, havia apresentado na capital austríaca, Viena, na noite anterior.
Paul chegando na festa do Mick Jagger
Seu porta-voz nega-se a dizer se Paul ou sua esposa, Nancy Shevell, estavam em Londres no momento em que os intrusos atacaram. Mas o incidente será inevitavelmente motivo de preocupação para McCartney, que, dizem os moradores, faz o máximo para viver uma vida normal em Londres.
"Ele anda sem guarda-costas, conversa com as pessoas, anda no parque", diz um deles. "Mas ele leva as pessoas por perto.
"A casa tem câmeras em todos os lados, então eu não sei como eles entraram. Deve ser preocupante.
A Polícia Metropolitana diz que nenhuma prisão foi feita e suas investigações continuam.
Paul chegando na festa do Mick Jagger
Enquanto isso um dia depois do show de Paul McCartney em Liverpool,ele foi visto chegando na festa de natal do Mick Jagger à noite de ontem dia 13.

Colaboração: Eric Bourgouin o correspondente na estrada do Canadá

source: MSN e Daily Mail UK

John Lennon "Eu não estou interessado em ser um herói morto"

John Lennon abre uma nova janela. declaradamente, seus críticos queriam vê-lo morrer - 3 dias antes de ele ser assassinado,
Em 1980,com 40 anos falou sobre seus críticos em seu último bate-papo no dia 5 de dezembro - que durou nove horas: “O que eles querem do cara? Eles querem que ele se mate no palco? Eles querem que eu e Yoko se foda no palco ou nos suicidemos no palco? "
"Eles só gostam de pessoas quando estão subindo, e quando estão lá em cima, não têm mais nada a fazer além de estar nelas.
A lenda dos Beatles também disse que seus críticos só estavam interessados em "heróis mortos" como James Dean e Sid Vicious
E ele se abriu sobre sua culpa por ser um péssimo pai, problemas com drogas e abortos sofridos pela esposa Yoko Ono, que o mandou para uma espiral de depressão.
“O que eles querem é heróis mortos, como Sid Vicious e James Dean.
"Eu não estou interessado em ser um herói morto".
Mas Lennon admitiu que ele sempre idolatrava pinups condenados, dizendo que ele passou sua juventude querendo "ser tão durão,como James Dean o tempo todo".
John, que tem filhos como Sean, 43, e Julian, 55, acrescentou em sua última conversa que também lutava contra seus demônios passados e as responsabilidades de ser um pai decente.
Ele confessou: “Foi um grande evento para nós ter um bebê - as pessoas podem esquecer o quanto tentamos ter um e quantos abortos tivemos e cenas de quase morte para a Yoko - e nós tivemos um natimorto e muito de problemas com drogas, muitos problemas pessoais e públicos causados por nós mesmos e com a ajuda de nossos amigos.
"Mas de qualquer forma. Nós nos colocamos em situações que foram estressantes, mas conseguimos ter o filho que tentamos ter por 10 anos, e, meu Deus, nós não iríamos explodir.
“Nós não nos mudamos por um ano, e eu pratiquei ioga com a mulher de cabelos grisalhos na TV.
“Somos todos egoístas, mas acho que os chamados artistas são completamente egoístas - colocar Yoko, Sean, o gato ou qualquer pessoa em mente além de mim - eu e meus altos e baixos e meus pequenos problemas - é uma tensão. Claro, há uma recompensa e uma alegria, mas ainda assim ... você luta contra seus instintos egoístas naturais.
“O mesmo que tomar drogas ou comer comida ruim ou não fazer exercícios. É tão difícil quanto dar para uma criança, não é nada natural.
"Talvez tenha sido assim que fomos criados, mas é muito difícil pensar em outra pessoa, até mesmo no seu próprio filho, para realmente pensar nele."

source: Radar Online

Em clima de Natal,Paul se apresentou em Liverpool

Paul McCartney retornou a Liverpool na noite passada dia 12 com um show que deu ao público tudo que eles poderiam querer na Echo Arena.
Macca deu o pontapé inicial na turnê britânica de sua Freshen Up na noite passada - com uma lista impressionante de 40 músicas em sua cidade natal.
McCartney é conhecido por seus longos sets, preferindo tocar em vez de dar um tempo ou deixar os fãs querendo mais.
photo by WENN
Durante sua visita ao The Cavern, no início deste ano, Paul tocou um set de duas horas com 27 músicas - e agora ele superou isso.
A crítica, Laura Davis, assistiu ao show da Echo Arena na noite passada e disse que "era difícil dizer se McCartney ou o público estavam gostando mais".
O homem se dirigiu a Liverpool ontem à noite, dizendo: “Nós vamos ao redor do mundo e é ótimo estar de volta em casa.
 photo by Aaron Parsons
"Eu poderia passar a noite toda apenas conversando com vocês, mas eu não vou. Vamos tocar algumas músicas ”.

Os destaques do show foram primeiro as ganhadoras do concurso realizado por Paul para cantar com ele no palco e eram 2 fãs da Finlândia que subiram e cantaram I Saw Her Standing There e o segundo destaque foi quando tocou “Wonderful Christmastime” com o clima do Natal junto com o coral da LIPA.

Esse foi o set list:
1. A Hard Day's Night
2. Junior's Farm
3. All Loving
4. Letting Go
5. Who Cares
6. Got to Get You Into My Life
7. Come On to Me
8. Let Me Roll It
9. I've Got a Feeling
10. Let 'Em In
11. My Valentine
12. Nineteen Hundred and Eighty-Five
13. Maybe I'm Amazed
14. I've Just Seen a Face
15. In Spite of All the Danger
16. From Me to You
17. Dance Tonight
18. Love Me Do
19. Blackbird
20. Here Today
21. Queenie Eye
22. Lady Madonna
23. Eleanor Rigby
24. Fuh You
25. Being for the Benefit of Mr. Kite!
26. Something
27. Ob-La-Di, Ob-La-Da
28. Band on the Run
29. Back in the U.S.S.R.
30. Let It Be
31. Live and Let Die
32. Hey Jude
33. Birthday
34. I Saw Her Standing There
35. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)
36. Wonderful Christmastime
37. Helter Skelter
38. Golden Slumbers
39. Carry That Weight
40. The End

Próximo show será dia 14 dezembro em Glasgow na Escócia..

O Álbum Branco dos Beatles completa 50 anos - faixa Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey

"Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada a dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. O título da música é o mais longo de qualquer canção dos Beatles e tem origem de uma frase de Maharishi Mahesh Yogi, (exceto pela parte do macaco – “my monkey”).
Origem
Em 1980, Lennon falou em entrevista à Rolling Stone: "Aquilo era apenas uma boa linha que eu fiz em uma canção. Isso era sobre mim e Yoko. Todo mundo pareceu ser paranóico exceto nós dois, que estávamos no brilho do amor. Todas as coisas estão claras e abertas quando nós estamos apaixonados. Todo mundo estava com um pouco de tensão em torno de nós: você sabe, 'o que ela está fazendo aqui nesta sessão? Por que ela está com ele?' Todo esse pouco de loucura está em torno de nós porque nós apenas acontecemos de querer estar juntos todo o tempo."
Paul McCartney acreditava ser uma clara referência as drogas como ele mesmo relatou no livro, Many Years From Now de Barry Miles: “Ele estava entrando fortemente nas drogas e suas canções estavam tomando muitas referências da heroína. Mesmo até aquele ponto a gente tendo feito referências oblíquas à maconha ou LSD, John começou a falar de doses e macacos e foi uma coisa difícil para o resto de nós entendermos. Estavamos desapontados com seu vício pois não achavamos jeito de ajudá-lo. Só esperávamos que não fosse tão longe. Ele conseguiu se livrar depois, mas aquele foi um período duro para John, o que eu acho que um pouco daquela adversidade e as loucuras contribuíram para a sua arte, o que aconteceu nesse caso.” 
Letra
“Todo mundo tem algo para esconder, exceto eu e meu Macaco,” em tradução literal. George Harrison disse que não sabia de onde o termo “Macaco” tinha vindo. A interpretação mais comum é de que “macaca” era um apelido que John dava para Yoko.
Embora Lennon tenha negado, “O macaco” do título é tido como referência à heroína como diz nas frases: “The deeper you go/the higher you fly/The higher you fly/the deeper you go” (“Quanto mais fundo você vai/mais alto você voa/Quanto mais alto você voa/Mas fundo você vai”) e “A monkey on the back” ou “Um macaco nas costas” era um termo jazzístico usado para o vício em heroína durante seu surgimento na década de 40.
Os trechos: “Your inside is out/your outside is in.” (“Seu interior está pra fora/Seu exterior está pra dentro”) completando com uma espécie de conselho, “Take it easy...” ou “Pega leve...” Reflete no fato de Lennon e Yoko Ono começarem a tomar heroína em 1968, mas eles alegavam usar para escapar da pressão dos outros em seu relacionamento.
Gravação
A canção foi ensaiada inúmeras vezes na casa de Harrison em maio de 1968. Numa versão demo é possível ver que a canção começou como uma base simples de blues com um toque de rock and roll que veio depois.
Inicialmente exibida como “Sem título,” a canção foi gravada em 26 de junho de 1968 no Abbey Road Studios, porém só como ensaios. A versão original foi gravada no dia seguinte, 27 de junho. (algumas partes do dia 26 foram aproveitadas, porém esse dia não é reconhecido como um dia de gravação oficial.) Foi gravado seis takes como duas guitarras, sinos e maracas. A música também sofreu uma aceleração na mixagem pois estava muito lenta. Ela passou de 3:07 para 2:29. O final sofreu uma aceleração maior numa mixagem posterior. Em 23 de julho, Lennon adicionou novos vocais e vocais de apoio, inclusive o frenético “Come on, come on...” no final e palmas também foram gravadas. A versão mono saiu no mesmo dia e a versão estéreo no dia 12 de outubro.

source: Wikipedia

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O Álbum Branco dos Beatles completa 50 anos - faixa Mother Nature's Son

"Mother Nature's Son" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. A canção segue a linha de “Blackbird” e é toda gravada por Paul.
Origem
“Filho da Mãe Natureza,” em sua tradução, foi escrita parcialmente na Índia, durante a meditação transcendental, inspirado por um manuscrito dado a Paul por Maharishi Mahesh Yogi, e pela ampla fauna e flora indiana, e parcialmente em Liverpool durante uma visita a casa de Jim McCartney, seu pai. O mesmo manuscrito inspirou John a escrever “Child of Nature” que mais tarde se tornaria “Jealous Guy.” 
Letra
Na letra ele conta sobre um rapaz pobre, filho da Mãe Natureza e que passa o dia a cantar canções para todo mundo. A música ainda cita montanhas, córregos e campos gramados.
Segundo Paul McCartney na sua autobiografia “Many Years From Now,” de Barry Miles: “Eu me lembro de ter escrito Mother Nature’s Son, na casa de meu pai em Liverpool. Eu geralmente o visitava e nessas visitas sentia um bom terreno para compor canções. Então essa é minha homenagem para a Mãe Natureza. Eu sempre adorei ‘Nature Boy’ de Nat King Cole, e eu sempre gostei de natureza e quando Linda e eu começamos a sair, descobrimos esse profundo amor em comum. Deve ter tido ajuda de John em alguns versos.” 
Gravação
“Mother Nature's Son,” foi gravada durante um período freqüente na qual apenas um dos Beatles participam da canção, no caso, Paul McCartney.
Em 9 de agosto foi gravado 25 takes de “Mother Nature's Son.” Ele gravou os vocais e os violões simultaneamente e o take 24 foi a melhor gravação. Enquanto que o take 2 foi lançado no “The Beatles Anthology” em 1996.
A canção foi completada em 20 de agosto no estúdio 2 do Abbey Road Studios. Em cima do take 24, Paul acrescentou o tímpano, outros trechos de violão e bateria (surdo) que foi gravado do lado de fora do estúdio, para dar um efeito “seco” na batida.
McCartney trabalhou com George Martin nos arranjos de metais, gravados nesse dia. Lennon e Ringo estavam trabalhando em “Yer Blues” e raramente entraram no estúdio 2.
O engenheiro Ken Scott relembra um fato ocorrido nessa gravação: “Paul estava lá embaixo fazendo os arranjos com George Martin e os músicos. Tudo estava ótimo, todos em grandes espíritos, quando de repente John e Ringo entraram no estúdio e cortaram aquela atmosfera como uma faca. Por um instante tudo mudou. Quando eles saíram, por 10 minutos as coisas começaram a voltar ao normal de novo. Foi muito bizarro.”
McCartney também gravou outras duas canções em 20 de agosto, “Wild Honey Pie” e “Etcetera” (esta última cortada do álbum, lançada pelo Black Dyke Mills Band como “Thingumybob.”)

Colaboração: Eric Bourgouin o correspondente na estrada do Canadá

source: Wikipedia

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O Álbum Branco dos Beatles completa 50 anos - faixa Yer Blues

"Yer Blues" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. Lennon aparentemente fez essa canção como uma paródia ao Blues britânico.
Origem
Lennon disse em uma entrevista a Rolling Stone, que usou o título sem nexo com a letra, como um mecanismo de defesa, assim se ninguém criticasse a música ele poderia descrevê-la como uma paródia. Apesar disso, a letra é extremamente suicida e tem como referência a música “Ballad of a Thin Man” de Bob Dylan, que documenta batalhas psicológicas. Os trabalhos posteriores de Lennon como "Cold Turkey", mostra o aprendizado com gravações de voz que John adquiriu ao longo de músicas como “Strawberry Fields Forever,” “Lucy in the Sky with Diamonds” e “Tomorrow Never Knows.”
Letra
John Lennon, no "The Beatles Anthology", declarou “que a coisa mais engraçada sobre o retiro espiritual de Maharishi Mahesh Yogi, era que apesar de ser um lugar muito bonito e de meditar 8 horas por dia, eu estava escrevendo as coisas mais ordinárias e miseráveis do mundo. Em “Yer Blues” quando escrevi, ‘Estou tão sozinho e quero morrer,’ Aquilo era como me sentia.”
Na letra ele lamenta que se sente só e quer morrer, que se sente igual ao “Mr. Jones” da canção de Bob Dylan e que nem o seu próprio “Rock and roll” lhe satisfaz mais. Uma das causas dessa angústia pode ser Yoko Ono, que apesar de ainda não ter tido uma relação com Lennon na época, regularmente escrevia da Inglaterra para John na Índia. E com certeza a música é dedicada para ela. 
Gravação
Os Beatles gravaram uma versão acústica de “Yer Blues” em maio de 1968, na casa de George Harrison em Esher. Tirando a versão explosiva do estúdio, musicalmente a construção permaneceu igual.
Os Beatles gravaram a canção numa saleta próxima ao Estúdio 2 do Abbey Road Studios por causa de um comentário sarcástico do engenheiro de som, Ken Scottt: “George veio com a idéia de gravar na sala de controle com o retorno estourando, para ter uma idéia de uma gravação ao vivo... Eu lembro que Lennon veio e queria fazer algo também então eu disse: ‘Que diabos, do jeito que vocês vão indo, desistimos do estúdio e gravamos na salinha ao lado!’ A sala do lado era minúscula e ficava os gravadores de 4 canais antigos e ainda por cima não tinha nenhum tipo de isolamento acústico nas paredes.”
Lennon replicou: “Essa é uma ótima idéia!, vamos tentar fazer isso no próximo número.” “Yer Blues” foi gravada nessa sala 8 por 8 com todos os Beatles e seus instrumentos tocando, e funcionou muito bem.
As gravações começaram em 13 de agosto e eles fizeram 14 takes da base rítmica – bateria, baixo, guitarras e o vocal principal de Lennon. Após isso eles reduziram alguns takes para caber na mesa de 4 canais. Pela primeira vez numa sessão dos Beatles, a faixa foi editada diretamente, normalmente uma cópia da mixagem era editada e o original era guardado para eventuais problemas.
O começo do take 17 foi colado no fim do take 16. Esse corte abrupto pode ser ouvido na marca de 3:16, e também é possível ouvir a voz guia de John cantando ao fundo. Por causa do estilo de gravação, é possível ouvir outros sons durante a música, como guias vocais, e um solo descartado durante a pausa instrumental.
Em 14 de agosto, John gravou o vocal principal e em 20 de agosto Ringo Starr teve a honra de gravar a contagem inicial. Ringo declarou no “The Beatles Anthology": “...Era nós quatro dentro de uma caixa, uma sala de 8 por 8 sem separações. Era aquele grupo juntos, como numa garagem, como um grunge dos anos 60, um grunge blues.” O estilo de gravação contribuiu para as idéias do projeto “Get Back,” que veio a se tornar mais tarde, “Let It Be."

Colaboração: Eric Bourgouin o correspondente na estrada do Canadá

source: Wikipedia

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Novo livro mostra os Beatles gravando nos estúdios Abbey Road em 1963

Ele já era um famoso fotógrafo de moda. Eles estavam à beira de causar uma loucura frenética internacional.
Em 12 de setembro de 1963, Norman Parkinson fotografou os Fab Four ao gravar músicas no Abbey Road Studios. As fotos mostram um jovem John, Paul, George e Ringo cantando, tocando violão e gaita, fazendo uma pausa para o chá e brincando. Publicado inicialmente naquele ano, suas fotos agora fazem parte do novo livro "The Beatles: London, 1963".
O single de estreia da banda, "Love Me Do", foi lançado no Reino Unido em outubro de 1962 e atingiu o número 17 nas paradas. Começou a transformar os "desconhecidos virtuais fora de sua terra natal, Liverpool" - John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr - nas estrelas pop, Pat Gilbert, o jornalista e escritor, explicou no livro.
Seu álbum de estreia, "Please Please Me", foi lançado em março de 1963 e, enquanto os Beatles estavam em turnê naquele ano, havia indícios dos "gritos histéricos" que caracterizariam a próxima Beatlemania, escreveu Gilbert.
“O charme da vizinhança e a harmonia pop animada pareciam tocar a coragem de um país (Inglaterra) que emergiu de anos de austeridade cinzenta do pós-guerra - como o novo apelo de seus estranhos cortes de cabelo e instrumentos em forma ", escreveu ele.
"No final da turnê, grupos de adolescentes estavam cercando portas de palco, exigindo autógrafos e beijos da banda."
O fotógrafo britânico de moda e retratos de Norman Parkinson passou décadas fotografando modelos e as celebridades de Hollywood da época, incluindo Audrey Hepburn, Montgomery Clift, Ava Gardner e Katharine Hepburn. Parkinson deixou a Vogue em 1959 para se juntar à revista Queen, que Jocelyn Stevens havia comprado e relançado recentemente.
A revista da sociedade "estava perfeitamente preparada para o advento dos anos 60", escreveu Gilbert. Um editor associado da 'Queen' montou a tarefa para Parkinson, que planejava filmar a banda em um hotel e depois trabalhar no Abbey Road Studios, de acordo com o livro.
Apesar do fato de que os Beatles tiveram seu primeiro single com 'From Me To You' em 4 de maio, e seu álbum 'Please Please Me' estava indo bem nas paradas, os membros ainda dividiam quartos no President Hotel na noite anterior
"Nós reservamos dois quartos com camas individuais para o grupo", contou Tony Bramwell, um assessor de turnê, no livro. ‘John-Paul e George-Ringo eram os pares habituais. Eles gostavam de ficar no President Hotel porque havia banhos turcos na Russell Square. Esse tipo de coisa ainda era novo e divertido para eles.
Parkinson fotografou o grupo no hotel e depois no estúdio. Os fãs esperavam pelos Beatles em Abbey Road.
Depois de gravar mensagens para o rádio, a banda começou a trabalhar na música de McCartney, "Hold Me Tight", que eles haviam tentado antes em uma sessão no começo daquele ano. Depois de 10 takes, o grupo tinha o que precisavam para fazer uma versão final, que apareceria no segundo álbum do grupo, "With The Beatles", explicou Gilbert no livro.
Parkinson chegou ao estúdio enquanto o grupo fazia uma pausa para o chá por volta das 18h30, e só tinha filme em preto e branco com ele enquanto as lojas fechavam o dia, de acordo com o livro lançado recentemente, publicado pela ACC Art. Books.
Depois de voltar ao trabalho, o grupo começou a gravar a música de George Harrison "Don't Bother Me", enquanto Parkinson as fotografava. Parkinson usou a luz que estava disponível no estúdio de seus tetos e lâmpadas, e apenas fotos especialmente iluminadas dos Beatles lendo o Financial Times, escreveu Gilbert.
A banda fez 10 takes de 'Don't Bother Me', e para um overdub da música, Harrison 'cantou um segundo vocal e o resto dos Beatles adicionou percussão de instrumentos do estúdio, McCartney tocando um shaker, Ringo Starr em um Bongo árabe e Lennon um pandeiro ”, escreveu ele.
Parkinson era conhecido por usar um boné de casamento de Caxemira, e há imagens em que Lennon e McCartney brincam.O fotógrafo convidou seu filho, Simon, então com 18 anos, para o estúdio para conhecer os Beatles, de acordo com o livro.
"A atmosfera lá foi descontraída: apenas quatro rapazes fenomenalmente talentosos de Liverpool se divertiram muito. Mas, e isso é um grande "mas", eles estavam sob o cuidado atento do supremo Svengali, George Martin ", Simon Parkinson relatou no livro. "Ele parecia estar em todo lugar."
George Martin foi o produtor de muitos discos da banda e foi chamado de "quinto Beatle".
Depois de "Don´t Bother Me", Parkinson fotografou a banda com George Martin na cantina do porão no Abbey Road. Após o intervalo para o chá, a banda voltou a tocar, terminando "I Wanna Be Your Man", e a sessão de gravação acabou por volta das 11 da noite, de acordo com o livro.
"Meu pai gostou muito de trabalhar com os Beatles (reconhecendo) seu enorme talento", disse Simon Parkinson no livro. Norman Parkinson morreu em 1990.
As fotos que ele tirou naquele dia de setembro apareceram pela primeira vez em 'Queen', a revista, e depois para o 'The Beatles Book', uma revista de 40 páginas publicada no início de 1964. A jornalista Maureen Cleave forneceu o texto , e em 1966 ela entrevistaria Lennon quando ele dissesse que o grupo era "mais popular que Jesus agora".
Não muito tempo depois daquela sessão de fotos de setembro, os Beatles ganharam seu segundo número 1 com "She Loves You" , e a Beatlemania nasceu. O grupo foi para a América em fevereiro de 1964, e 'I want hold your hand' virou um grande sucesso.
O livro "The Beatles: London, 1963" de Norman Parkinson tem 176 páginas pela ACC Art. Books e já foi lançado dia 07 de dezembro.

source: Daily Mail UK