Apesar da amizade entre eles, ainda existia um certo grau de tensão. Eles passaram anos competindo um com o outro, tentando compor músicas maiores e mais bem-sucedidas, e era difícil apagar essa rivalidade. McCartney também disse que Lennon parecia ter ciúmes de tudo, até mesmo de algo tão simples quanto passar tempo com seu filho.
“No final, ele ficou muito ciumento”, disse McCartney no livro The Beatles: The Authorized Biography, de Hunter Davies. “Sabe, ele não me deixava nem tocar no filho dele. Às vezes, ele ficava realmente louco de ciúme. Acho que herdei um pouco disso…”
McCartney não explicou o motivo do ciúme de Lennon, e talvez nem soubesse. Era apenas mais uma característica complexa da personalidade de seu amigo de longa data.
“Você não tem ideia de quão competitivo John Lennon era com Paul McCartney”, disse ele, segundo o livro Paul Simon: The Life, de Robert Hilburn. “Quando os conheci, senti como se alguém tivesse tirado todo o oxigênio da sala. Eu quase não conseguia respirar, de tão competitivos que eram, e era isso que os tornava tão incríveis. Eles não se contentavam com o bom.”


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