Fotos Evening Standard
Paul, Linda e o seu advogado David Hirst QC (no centro) e Allen Klein chegando na Suprema Corte em Londres fevereiro de 1971
Em 31 de dezembro de 1970, Paul McCartney entrou com uma ação judicial na Suprema Corte contra John, George, Ringo e a própria Apple Corps. O objetivo era dissolver formalmente a parceria contratual dos Beatles.
Paul não confiava em Allen Klein, o empresário norte-americano que os outros três integrantes contrataram para gerenciar a Apple Corps. Paul alegava que o gerenciamento de Klein colocou as finanças da empresa em um estado caótico e que fundos estavam sendo desviados.
Em 12 de março de 1971, o juiz Justice Edward Stamp deu ganho de causa a McCartney. A corte decretou oficialmente a intervenção judicial.
O controle da Apple Corps foi retirado das mãos de Allen Klein e dos outros Beatles. Um administrador judicial terceirizado (uma empresa de contabilidade independente) foi nomeado pela Justiça britânica para gerenciar as contas, royalties e os negócios da empresa enquanto o processo final de dissolução da banda corria.
Em 1973, os outros três Beatles (John, George e Ringo) também se desentenderam com Allen Klein e o demitiram, o que facilitou o entendimento entre os quatro ex-membros.
Após anos de auditoria e negociação de propriedades, os Beatles assinaram os papéis que encerravam a parceria pela Suprema Corte de Londres no dia 9 de janeiro de 1975.
Cogitou-se fechar a empresa, mas eles decidiram mantê-la viva apenas para administrar o espólio, os direitos autorais e os lançamentos futuros do quarteto. Ela saiu da administração judicial e voltou para o controle direto de Paul, Ringo e das famílias de John e George, modelo que se mantém ativo até hoje.
source: PM Magazine

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